IA gerando resumos de conversa
WhatsApp gera uma montanha de texto. Um CSM cuidando de dezenas de redes não tem como reler tudo todo dia. Aqui o padrão de "IA em background" (#27) encontra o canal mais movimentado: resumos diários de conversa gerados por IA. Este post mostra como.
A dor que isso resolve
Conversa importante se perde no meio de grupo. Follow-up esquece. Contexto de ontem some. O CSM começa o dia sem saber o que precisa de atenção. Resultado: ou ele gasta uma hora rolando histórico, ou ele perde coisa.
A solução: o briefing da manhã
A IA lê as conversas e entrega, de manhã, um resumo por rede: o que rolou, o que está pendente, o que precisa de ação. O CSM abre e em segundos sabe onde colocar energia — sem rolar histórico infinito.
É o padrão da série: agendar → ler do banco → resumir com IA → gravar → exibir pronto.
A arquitetura por trás
- Trigger.dev (ou, hoje, parte em n8n com plano de migrar) agenda a geração.
- Lê as conversas (capturadas via Evolution API).
- Manda pro modelo com um prompt afiado: "resuma esta conversa destacando pendências e ações".
- Grava o resumo.
- O CSM vê na tela, instantâneo.
O cuidado que essa feature exige
Resumir conversa de cliente mexe com duas coisas sensíveis: dado real de pessoas e decisão de relacionamento. Então:
- Privacidade e segurança seguem as mesmas regras do resto (dado de cliente é dado de cliente).
- IA assiste, humano decide. O resumo orienta; ele não substitui o julgamento do CSM sobre como agir.
- Qualidade amostrada. Resumo que erra em silêncio leva a decisão errada com confiança. Vale olhar amostras e ajustar o prompt (Lealdade a Dados).
Por que vale tanto
Esse é o tipo de automação que devolve a coisa mais escassa do CS: tempo e foco. O CSM deixa de ser arquivista de conversa e volta a ser o que importa — quem cuida da relação. A IA faz o trabalho de leitura; a pessoa faz o trabalho de pessoa.
⚠️ Armadilha #31: tratar o resumo como verdade absoluta e agir sem conferir o ponto crítico. Resumo é mapa, não território — pra decisão sensível, o CSM volta à conversa original.
Próximo da série: #32 — Boas práticas e armadilhas de automação no Whats.