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Vibe CodingParte 12 de 34

Claude Code: o par de programação que conhece o monorepo

3 min de leitura
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Vibe Coding

Tem uma pergunta que separa quem usa IA de quem só fala de IA: "e aí, mudou seu jeito de trabalhar?". Aqui no ClubPetro mudou. O Claude Code virou parte do fluxo de quem mexe em código — não como um truque de demo, mas como um par de programação que conhece o nosso monorepo e tira da nossa frente o trabalho repetitivo.

Este post é prático: o que é, onde a gente realmente usa, como tirar proveito de verdade e onde a IA não entra.

O que é (e o que não é)

Claude Code é um agente que roda no terminal, lê o repositório inteiro e age sobre ele: encontra arquivos, entende a relação entre tRPC, Drizzle e o front, edita código, roda comando e abre PR. Ele entende a nossa arquitetura — apps/web (Next.js 15), packages/domain (regra de negócio), packages/db (Drizzle + Supabase), packages/ui (design system).

O que ele não é: um botão mágico que entrega feature pronta sem revisão. Continua valendo a regra de ouro — quem assina o PR é gente.

Onde usamos no dia a dia

1. Entender código que ninguém lembra mais

"Como funciona o health score?" Em vez de caçar arquivo por arquivo, você pergunta e ele lê os pacotes envolvidos e explica o fluxo. Onboarding de quem chega novo no time encolheu de dias para horas.

2. Refactors e migrations repetitivas

Mudança que toca 30 arquivos do mesmo jeito é exatamente onde humano erra por tédio e a IA brilha. Renomear um conceito, migrar um padrão, ajustar imports em massa — com revisão no fim.

3. Investigar bug

Você cola o erro (um 500, um stack trace, um comportamento estranho) e ele rastreia a causa atravessando camadas — do componente React até a query Drizzle e a policy de RLS no Supabase.

4. Subir feature pequena de ponta a ponta

Do procedimento tRPC ao componente de UI, seguindo os padrões que já existem no repo. O ganho não é "ele escreve", é "ele escreve no nosso estilo".

Como tirar proveito de verdade

  1. Contexto vence prompt bonito. Aponte o arquivo, a tabela, o comportamento esperado. "Arruma isso" rende menos que "no career-content.ts, o createPost precisa validar X".
  2. Peça o plano antes do código em tarefa grande. Ler um plano de 10 linhas e corrigir o rumo custa muito menos que revisar 400 linhas erradas.
  3. Trabalhe em passos pequenos. Um PR enorme gerado de uma vez é difícil de revisar — e PR difícil de revisar é PR que esconde bug.
  4. Use as skills do projeto (/investigate para bug, /review para revisar diff, /ship para subir). Elas têm fluxo melhor que pedir solto.
  5. Revise sempre. A IA acelera o caminho; o julgamento sobre arquitetura, produto e risco continua sendo seu.

Onde a IA não entra

  • Decisão de produto e priorização.
  • Mexer em dado de produção sem alinhamento (a base local aponta pra prod — cuidado dobrado).
  • Merge sem revisão humana.

Claude Code não substitui dev. Ele tira o dev do trabalho chato e devolve tempo pro que importa: pensar no problema certo. Quem usa bem entrega mais — e com menos cansaço.


Post-âncora do Módulo 2 da série Vibe Coding. Próximo da série: #13 — Anatomia de um bom prompt de engenharia.

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