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Vibe Coding20 / 34
Vibe CodingParte 20 de 34

Seu primeiro job agendado

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Vibe Coding

No #24 vimos por que o Trigger.dev existe. Agora a parte prática: como nasce um job agendado no nosso stack, do nada até rodar de verdade. Este post é o "mão na massa" do módulo.

O esqueleto de um job

Um job agendado tem três pedaços:

  1. O gatilho — quando rodar (um cron) ou o que dispara (um evento).
  2. A lógica — o que fazer quando acorda (ler dados, chamar IA, gravar resultado).
  3. O resultado — o que fica gravado pra app consumir.

A IA escreve esse esqueleto rápido. Você guia com contexto: "um job diário às 6h que lê X, resume com Claude e grava em Y".

O cron sem cair na pegadinha do fuso

Aqui mora uma das nossas pegadinhas favoritas: timezone. Um cron "0 6 * * *" sem fuso roda no fuso do servidor — que não é Brasília. No Trigger.dev, a gente declara o agendamento como objeto com { pattern, timezone } pra rodar no horário certo do Brasil. Esqueça isso e o "resumo das 6h" chega às 3h.

A regra que vem antes do código: idempotência

Job pode rodar mais de uma vez (retry, redeploy, disparo manual). Se "gerar o resumo de hoje" rodar duas vezes e criar dois resumos, você tem bug. Então a lógica precisa ser idempotente:

  • Checar se já existe o registro do dia antes de criar.
  • Usar upsert em vez de insert cego.
  • Ter chave que identifica "isso já foi feito".

Isso conversa direto com a regra da casa: antes de criar dado, cheque o que já existe.

Testar antes de confiar

  • Dispare manualmente primeiro, veja o resultado.
  • Olhe o log da execução (observabilidade do Trigger.dev).
  • Só então deixe no automático — e mesmo assim, acompanhe as primeiras rodadas.

A divisão de trabalho

IA escreve o job; você define frequência, fuso e idempotência, e valida a primeira execução. São essas três coisas que separam um job confiável de um gerador de plantão noturno.

⚠️ Armadilha #25: escrever o job assumindo que ele roda exatamente uma vez. Ele não roda. Job que não é idempotente é uma bomba-relógio que duplica dado no primeiro retry.

Próximo da série: #26 — Workflows com retry e observabilidade.

Curtiu como a gente pensa?

É assim que trabalhamos todo dia.

Se esse jeito de pensar é o seu, vem construir com a gente — dá uma olhada nas vagas abertas.

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