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Tendências72 / 80
  1. 01A IA que faz o trabalho médio: o que muda pra você
  2. 02Robôs saindo da fábrica: automação do trabalho braçal
  3. 03Energia barata demais para medir? A revolução solar
  4. 04Biotecnologia: editar genes virou rotina
  5. 05Computação quântica: a ameaça silenciosa à sua senha
  6. 06Conectar o cérebro ao computador (BCI) já começou
  7. 07O espaço virou economia (e custou 95% menos)
  8. 081,5 °C: o que esse número realmente significa
  9. 09Pontos de virada: quando o clima deixa de ser linear
  10. 10A sexta extinção e por que os insetos importam
  11. 11Água, lítio e fósforo: os recursos que vão pesar
  12. 12O mundo está envelhecendo (e a conta chega antes de 2080)
  13. 13Migração climática: 200 milhões de pessoas em movimento
  14. 14Por que a desigualdade virou o tema do século
  15. 15A crise de sentido: solidão como problema de saúde pública
  16. 16Realidade fragmentada: como os algoritmos nos dividiram
  17. 17O fim de um mundo só: a era multipolar
  18. 18Quem controla a IA controla o jogo (soberania de dados)
  19. 19Desglobalização: o comércio mundial se reorganiza
  20. 20UBI, capital algorítmico e o futuro do trabalho
  21. 21O posto na era do carro elétrico: ameaça ou reinvenção?
  22. 22Fidelidade na era da IA: do cartão carimbado ao 1-pra-1
  23. 23O posto vira loja: conveniência como o novo lucro
  24. 24Pix, carteira digital e o fim do troco no posto
  25. 25Dados na pista: como cada abastecimento vira inteligência
  26. 26Frentista do futuro: atendimento + automação, não um ou outro
  27. 27Etanol, GNV, elétrico, hidrogênio: a matriz do posto do futuro
  28. 28WhatsApp: o balcão de atendimento que cabe no bolso
  29. 29ESG na bomba: sustentabilidade como diferencial competitivo
  30. 30A rede inteligente: o futuro do ClubPetro em uma frase
  31. 31Agentes de IA: quando o software começa a agir sozinho
  32. 32Copiloto ao lado: o que a IA realmente economiza no seu dia
  33. 33Atendimento com IA: 65% dos chamados resolvidos sem humano
  34. 34Vibe coding: quando programar virou conversar
  35. 35RAG: como fazer a IA falar a verdade da sua empresa
  36. 36Prompting: a nova habilidade que virou o "saber usar Excel"
  37. 37Quando a IA inventa com confiança: o risco da alucinação
  38. 38IA na sua máquina: modelos abertos, locais e baratos
  39. 39Conversando com os dados: o fim do "só o BI puxa relatório"
  40. 40Presencial, híbrido ou remoto? O cabo de guerra do trabalho
  41. 41Seu diploma importa menos: a contratação por habilidades
  42. 42Semana de 4 dias: o experimento que está convencendo os chefes
  43. 43O que a Geração Z quer do trabalho: dinheiro, sentido e bem-estar
  44. 44As habilidades que a IA não rouba: soft skills viraram ouro
  45. 45Esgotados em silêncio: a epidemia de burnout no trabalho
  46. 46"Job hugging": por que paramos de pedir demissão
  47. 47Reskilling: requalificar deixou de ser opção
  48. 48PJ, freela e app: a gig economy entre liberdade e precarização
  49. 49Ransomware: o "sequestro digital" que já mira o Brasil
  50. 50Deepfakes: quando você não pode confiar no que vê e ouve
  51. 51Gêmeos digitais: a cópia virtual que testa o mundo real
  52. 52Drones de entrega: o céu como nova última milha
  53. 53Óculos de IA: a tela que vira o mundo
  54. 54Carros autônomos: o robotáxi virou rotina (lá fora)
  55. 55Baterias de estado sólido: o salto da autonomia elétrica
  56. 56IoT e edge: o sensor que pensa na ponta
  57. 57Retail media: quando o app de fidelidade vira mídia
  58. 58Fidelidade virou uma indústria de R$ 22 bilhões no Brasil
  59. 59Combustível por assinatura: a corrida pela recorrência na bomba
  60. 60Cashback: a recompensa que o brasileiro mais entende
  61. 61Quando o ponto vira moeda: a era das coalizões de fidelidade
  62. 62Gamificação: transformar o abastecimento em jogo (e em dado)
  63. 63O posto como super app: embedded finance e o "banco do varejo"
  64. 64Experiência do cliente: o novo combustível da diferenciação
  65. 65Bandeira branca: o novo mapa das redes de posto
  66. 66O fim dos cookies e a ascensão do dado próprio (first-party)
  67. 67RenovaBio: a economia dos créditos de descarbonização
  68. 68Drex: o recomeço do real digital
  69. 69Open Finance: o Brasil lidera, mas o varejo mal entrou
  70. 70A evolução do Pix em 2026: três apostas, três velocidades
  71. 71Split Payment: o imposto que sai da venda antes do dinheiro entrar
  72. 72"Compre agora, pague depois": o crédito dos negativados
  73. 73Stablecoins viram câmbio: o dólar digital na régua do BC
  74. 7481 milhões de inadimplentes: o teto do endividamento brasileiro
  75. 75A economia prateada: o Brasil que envelhece e vira mercado
  76. 76A economia da atenção: seu foco virou a commodity disputada
  77. 77Privacidade na prática: o consumidor descobre que o dado tem dono
  78. 78Sala de aula com IA: microcertificados e a tutora artificial
  79. 79Geração Z no caixa: pesquisa antes, compra pelo feed, some se decepciona
  80. 80Consumo consciente: o cliente quer escolher melhor (mesmo na bomba)
TendênciasParte 72 de 80

"Compre agora, pague depois": o crédito dos negativados

3 min de leitura
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Tendências

Em 2022, só 3% dos consumidores brasileiros usavam "compre agora, pague depois". Em 2024, eram 18%. Em dois anos, o uso multiplicou por seis. Não é moda passageira — é um trilho novo de crédito ganhando o país.

O nome técnico é BNPL, de buy now, pay later. A ideia é simples: você leva o produto hoje e paga em parcelas curtas, muitas vezes sem cartão de crédito no meio.

O que está acontecendo

O BNPL movimentou cerca de US$4,66 bilhões no Brasil em 2025, com crescimento anual perto de 33%. É um dos segmentos de fintech que mais sobe.

O combustível desse crescimento é particular do Brasil: temos uma legião de gente fora do crédito tradicional. Mais de 45 milhões de brasileiros estão negativados — nome sujo, sem acesso fácil a cartão ou empréstimo. Para os bancos, são invisíveis. Para o BNPL, são o público-alvo.

A mecânica resolve um problema real. Em vez de avaliar seu histórico antigo e negar tudo, o BNPL olha a transação específica: este valor, este momento, parcelado em poucas vezes. O risco fica menor e mais controlado. Quem ficaria de fora do cartão consegue comprar.

Para o lojista, o ganho é direto: mais gente com poder de compra na hora. Quem ia desistir por não ter limite no cartão, fecha. A venda acontece.

Para onde isso pode ir

A tendência é o BNPL deixar de ser um botão extra no checkout e virar parte da própria oferta da loja. Em vez de mandar o cliente para o crédito do banco, o varejo embute o parcelamento no seu próprio sistema.

É aqui que crédito e fidelidade viram primos. Quem conhece o cliente — quanto ele gasta, com que frequência, o quanto é fiel — consegue oferecer prazo sob medida. O programa de pontos vira lastro de confiança: cliente recorrente e bom pagador ganha condição melhor.

O risco existe. Crédito fácil em excesso empurra gente já apertada para mais dívida. A régua entre "dar acesso" e "afundar o cliente" é fina, e vai depender de regulação e bom senso.

Sinais para acompanhar

  • A curva de adoção: depois do salto de 3% para 18%, veja se estabiliza ou continua subindo.
  • A inadimplência do BNPL: se o calote disparar, o modelo aperta as condições e o crédito seca de novo.
  • O varejo embutindo crédito próprio: lojas e redes oferecendo parcelamento sem depender do banco.
  • A regulação: o Banco Central de olho em como esse crédito "informal" se encaixa nas regras.

Por que isso importa pra você

Se você é consumidor, BNPL amplia seu poder de compra — mas exige disciplina. Parcela curta sem cartão parece leve; várias somadas pesam igual.

Se você trabalha ou quer trabalhar com varejo, crédito ou fidelidade, esse é um dos territórios mais quentes. A pergunta que vale ouro: como dar poder de compra ao cliente sem depender do cartão e sem afundá-lo em dívida?

Num posto de combustível, isso é concreto. O cliente fiel que abastece toda semana é exatamente o perfil que um crédito embutido bem desenhado atende. Conhecer esse cliente — e não só vender para ele — é o que transforma fidelidade em poder de compra de verdade.

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