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Tendências57 / 80
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  2. 02Robôs saindo da fábrica: automação do trabalho braçal
  3. 03Energia barata demais para medir? A revolução solar
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  6. 06Conectar o cérebro ao computador (BCI) já começou
  7. 07O espaço virou economia (e custou 95% menos)
  8. 081,5 °C: o que esse número realmente significa
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  10. 10A sexta extinção e por que os insetos importam
  11. 11Água, lítio e fósforo: os recursos que vão pesar
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  13. 13Migração climática: 200 milhões de pessoas em movimento
  14. 14Por que a desigualdade virou o tema do século
  15. 15A crise de sentido: solidão como problema de saúde pública
  16. 16Realidade fragmentada: como os algoritmos nos dividiram
  17. 17O fim de um mundo só: a era multipolar
  18. 18Quem controla a IA controla o jogo (soberania de dados)
  19. 19Desglobalização: o comércio mundial se reorganiza
  20. 20UBI, capital algorítmico e o futuro do trabalho
  21. 21O posto na era do carro elétrico: ameaça ou reinvenção?
  22. 22Fidelidade na era da IA: do cartão carimbado ao 1-pra-1
  23. 23O posto vira loja: conveniência como o novo lucro
  24. 24Pix, carteira digital e o fim do troco no posto
  25. 25Dados na pista: como cada abastecimento vira inteligência
  26. 26Frentista do futuro: atendimento + automação, não um ou outro
  27. 27Etanol, GNV, elétrico, hidrogênio: a matriz do posto do futuro
  28. 28WhatsApp: o balcão de atendimento que cabe no bolso
  29. 29ESG na bomba: sustentabilidade como diferencial competitivo
  30. 30A rede inteligente: o futuro do ClubPetro em uma frase
  31. 31Agentes de IA: quando o software começa a agir sozinho
  32. 32Copiloto ao lado: o que a IA realmente economiza no seu dia
  33. 33Atendimento com IA: 65% dos chamados resolvidos sem humano
  34. 34Vibe coding: quando programar virou conversar
  35. 35RAG: como fazer a IA falar a verdade da sua empresa
  36. 36Prompting: a nova habilidade que virou o "saber usar Excel"
  37. 37Quando a IA inventa com confiança: o risco da alucinação
  38. 38IA na sua máquina: modelos abertos, locais e baratos
  39. 39Conversando com os dados: o fim do "só o BI puxa relatório"
  40. 40Presencial, híbrido ou remoto? O cabo de guerra do trabalho
  41. 41Seu diploma importa menos: a contratação por habilidades
  42. 42Semana de 4 dias: o experimento que está convencendo os chefes
  43. 43O que a Geração Z quer do trabalho: dinheiro, sentido e bem-estar
  44. 44As habilidades que a IA não rouba: soft skills viraram ouro
  45. 45Esgotados em silêncio: a epidemia de burnout no trabalho
  46. 46"Job hugging": por que paramos de pedir demissão
  47. 47Reskilling: requalificar deixou de ser opção
  48. 48PJ, freela e app: a gig economy entre liberdade e precarização
  49. 49Ransomware: o "sequestro digital" que já mira o Brasil
  50. 50Deepfakes: quando você não pode confiar no que vê e ouve
  51. 51Gêmeos digitais: a cópia virtual que testa o mundo real
  52. 52Drones de entrega: o céu como nova última milha
  53. 53Óculos de IA: a tela que vira o mundo
  54. 54Carros autônomos: o robotáxi virou rotina (lá fora)
  55. 55Baterias de estado sólido: o salto da autonomia elétrica
  56. 56IoT e edge: o sensor que pensa na ponta
  57. 57Retail media: quando o app de fidelidade vira mídia
  58. 58Fidelidade virou uma indústria de R$ 22 bilhões no Brasil
  59. 59Combustível por assinatura: a corrida pela recorrência na bomba
  60. 60Cashback: a recompensa que o brasileiro mais entende
  61. 61Quando o ponto vira moeda: a era das coalizões de fidelidade
  62. 62Gamificação: transformar o abastecimento em jogo (e em dado)
  63. 63O posto como super app: embedded finance e o "banco do varejo"
  64. 64Experiência do cliente: o novo combustível da diferenciação
  65. 65Bandeira branca: o novo mapa das redes de posto
  66. 66O fim dos cookies e a ascensão do dado próprio (first-party)
  67. 67RenovaBio: a economia dos créditos de descarbonização
  68. 68Drex: o recomeço do real digital
  69. 69Open Finance: o Brasil lidera, mas o varejo mal entrou
  70. 70A evolução do Pix em 2026: três apostas, três velocidades
  71. 71Split Payment: o imposto que sai da venda antes do dinheiro entrar
  72. 72"Compre agora, pague depois": o crédito dos negativados
  73. 73Stablecoins viram câmbio: o dólar digital na régua do BC
  74. 7481 milhões de inadimplentes: o teto do endividamento brasileiro
  75. 75A economia prateada: o Brasil que envelhece e vira mercado
  76. 76A economia da atenção: seu foco virou a commodity disputada
  77. 77Privacidade na prática: o consumidor descobre que o dado tem dono
  78. 78Sala de aula com IA: microcertificados e a tutora artificial
  79. 79Geração Z no caixa: pesquisa antes, compra pelo feed, some se decepciona
  80. 80Consumo consciente: o cliente quer escolher melhor (mesmo na bomba)
TendênciasParte 57 de 80

Retail media: quando o app de fidelidade vira mídia

3 min de leitura
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Tendências

O mercado de retail media no Brasil movimentou cerca de R$ 5,1 bilhões em 2025. E o país não é coadjuvante: em 2024 esse mercado cresceu 42% por aqui, contra 20% no mundo, segundo a eMarketer. O Brasil é hoje um dos lugares onde a modalidade mais cresce no planeta.

Retail media é um nome técnico pra uma ideia simples: o varejo vender espaço de anúncio dentro dos próprios canais. O app, o site, a tela do caixa. Quem tem audiência, vende atenção.

O que está acontecendo

Por décadas, marca anunciava na TV, no rádio, no Google, no Instagram. Pagava plataformas de mídia pra alcançar gente. O varejo era só o ponto de venda no fim da linha.

Isso virou. O varejista descobriu que tem algo que o anunciante quer desesperadamente: gente real, identificada, no momento da compra. Quando você abre o app pra resgatar pontos, o varejo sabe quem você é, o que você compra e com que frequência. Isso é audiência qualificada — e audiência qualificada vende.

A pressão vem de dois lados. De um, o fim dos cookies de terceiros tirou da publicidade o rastreamento fácil pela internet afora. De outro, o varejo tem o dado mais valioso que existe: o de quem realmente comprou. Não é estimativa, é fato.

Por isso a corrida. A IAB aponta que cerca de 70% das marcas pretendem usar retail media nos próximos 12 meses. O anunciante quer estar onde a decisão de compra acontece.

Para onde isso pode ir

A tendência é qualquer varejista com base de clientes virar, também, uma empresa de mídia. O app deixa de ser só ferramenta de fidelidade e passa a ser um espaço comercializável.

Num posto de combustível, o raciocínio é direto. Cada CPF que abastece e abre o app é uma pessoa identificada, recorrente, com hábito mapeado. Uma marca de lubrificante, de bebida, de seguro auto pagaria pra falar com esse público no momento certo. A rede vira mídia além de posto.

E a recorrência do combustível torna isso ainda mais potente. Pouca coisa no varejo tem a frequência de quem abastece toda semana.

Sinais para acompanhar

  • Apps de fidelidade virando plataforma de anúncio: espaços patrocinados, ofertas de parceiros, banners segmentados.
  • Crescimento do investimento no Brasil: se manter o ritmo acima da média global, vira canal central.
  • Dado próprio como ativo: o fim dos cookies empurra marcas pra quem tem base identificada.
  • Mensuração de venda real: anunciante quer provar que o anúncio virou abastecimento, não só clique.

Por que isso importa pra ClubPetro

Retail media é a prova de que fidelidade não é custo — é ativo. Uma rede que constrói uma base de clientes identificados e engajados não está só retendo gente: está criando uma audiência que vale dinheiro pra outras marcas.

A tese de fidelidade ganha uma camada nova. Cada cadastro, cada abastecimento por CPF, cada interação no app vira dado próprio — exatamente o que o mercado de mídia mais quer num mundo sem cookies. A rede que entende isso primeiro não compete só por preço de bomba. Compete num jogo onde o relacionamento com o cliente é a mercadoria mais cara.

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