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Tendências10 / 80
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  2. 02Robôs saindo da fábrica: automação do trabalho braçal
  3. 03Energia barata demais para medir? A revolução solar
  4. 04Biotecnologia: editar genes virou rotina
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  6. 06Conectar o cérebro ao computador (BCI) já começou
  7. 07O espaço virou economia (e custou 95% menos)
  8. 081,5 °C: o que esse número realmente significa
  9. 09Pontos de virada: quando o clima deixa de ser linear
  10. 10A sexta extinção e por que os insetos importam
  11. 11Água, lítio e fósforo: os recursos que vão pesar
  12. 12O mundo está envelhecendo (e a conta chega antes de 2080)
  13. 13Migração climática: 200 milhões de pessoas em movimento
  14. 14Por que a desigualdade virou o tema do século
  15. 15A crise de sentido: solidão como problema de saúde pública
  16. 16Realidade fragmentada: como os algoritmos nos dividiram
  17. 17O fim de um mundo só: a era multipolar
  18. 18Quem controla a IA controla o jogo (soberania de dados)
  19. 19Desglobalização: o comércio mundial se reorganiza
  20. 20UBI, capital algorítmico e o futuro do trabalho
  21. 21O posto na era do carro elétrico: ameaça ou reinvenção?
  22. 22Fidelidade na era da IA: do cartão carimbado ao 1-pra-1
  23. 23O posto vira loja: conveniência como o novo lucro
  24. 24Pix, carteira digital e o fim do troco no posto
  25. 25Dados na pista: como cada abastecimento vira inteligência
  26. 26Frentista do futuro: atendimento + automação, não um ou outro
  27. 27Etanol, GNV, elétrico, hidrogênio: a matriz do posto do futuro
  28. 28WhatsApp: o balcão de atendimento que cabe no bolso
  29. 29ESG na bomba: sustentabilidade como diferencial competitivo
  30. 30A rede inteligente: o futuro do ClubPetro em uma frase
  31. 31Agentes de IA: quando o software começa a agir sozinho
  32. 32Copiloto ao lado: o que a IA realmente economiza no seu dia
  33. 33Atendimento com IA: 65% dos chamados resolvidos sem humano
  34. 34Vibe coding: quando programar virou conversar
  35. 35RAG: como fazer a IA falar a verdade da sua empresa
  36. 36Prompting: a nova habilidade que virou o "saber usar Excel"
  37. 37Quando a IA inventa com confiança: o risco da alucinação
  38. 38IA na sua máquina: modelos abertos, locais e baratos
  39. 39Conversando com os dados: o fim do "só o BI puxa relatório"
  40. 40Presencial, híbrido ou remoto? O cabo de guerra do trabalho
  41. 41Seu diploma importa menos: a contratação por habilidades
  42. 42Semana de 4 dias: o experimento que está convencendo os chefes
  43. 43O que a Geração Z quer do trabalho: dinheiro, sentido e bem-estar
  44. 44As habilidades que a IA não rouba: soft skills viraram ouro
  45. 45Esgotados em silêncio: a epidemia de burnout no trabalho
  46. 46"Job hugging": por que paramos de pedir demissão
  47. 47Reskilling: requalificar deixou de ser opção
  48. 48PJ, freela e app: a gig economy entre liberdade e precarização
  49. 49Ransomware: o "sequestro digital" que já mira o Brasil
  50. 50Deepfakes: quando você não pode confiar no que vê e ouve
  51. 51Gêmeos digitais: a cópia virtual que testa o mundo real
  52. 52Drones de entrega: o céu como nova última milha
  53. 53Óculos de IA: a tela que vira o mundo
  54. 54Carros autônomos: o robotáxi virou rotina (lá fora)
  55. 55Baterias de estado sólido: o salto da autonomia elétrica
  56. 56IoT e edge: o sensor que pensa na ponta
  57. 57Retail media: quando o app de fidelidade vira mídia
  58. 58Fidelidade virou uma indústria de R$ 22 bilhões no Brasil
  59. 59Combustível por assinatura: a corrida pela recorrência na bomba
  60. 60Cashback: a recompensa que o brasileiro mais entende
  61. 61Quando o ponto vira moeda: a era das coalizões de fidelidade
  62. 62Gamificação: transformar o abastecimento em jogo (e em dado)
  63. 63O posto como super app: embedded finance e o "banco do varejo"
  64. 64Experiência do cliente: o novo combustível da diferenciação
  65. 65Bandeira branca: o novo mapa das redes de posto
  66. 66O fim dos cookies e a ascensão do dado próprio (first-party)
  67. 67RenovaBio: a economia dos créditos de descarbonização
  68. 68Drex: o recomeço do real digital
  69. 69Open Finance: o Brasil lidera, mas o varejo mal entrou
  70. 70A evolução do Pix em 2026: três apostas, três velocidades
  71. 71Split Payment: o imposto que sai da venda antes do dinheiro entrar
  72. 72"Compre agora, pague depois": o crédito dos negativados
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  74. 7481 milhões de inadimplentes: o teto do endividamento brasileiro
  75. 75A economia prateada: o Brasil que envelhece e vira mercado
  76. 76A economia da atenção: seu foco virou a commodity disputada
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  78. 78Sala de aula com IA: microcertificados e a tutora artificial
  79. 79Geração Z no caixa: pesquisa antes, compra pelo feed, some se decepciona
  80. 80Consumo consciente: o cliente quer escolher melhor (mesmo na bomba)
TendênciasParte 10 de 80

A sexta extinção e por que os insetos importam

3 min de leitura
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Tendências

As espécies estão desaparecendo de 100 a 1.000 vezes mais rápido do que o ritmo natural de fundo — a velocidade com que extinções aconteceriam sem a interferência humana. Esse intervalo é largo de propósito, porque medir extinção é difícil. Mas mesmo o piso, 100 vezes, já descreve um evento raríssimo na história da Terra: uma extinção em massa acontecendo agora, com a gente dentro.

O que está acontecendo

Os números se acumulam e contam a mesma história. As populações de vertebrados — mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios — caíram cerca de 70% desde 1970, segundo o índice da WWF. Não é que 70% das espécies sumiram; é que, na média, os bichos que existem estão muito menos numerosos. Bandos menores, cardumes menores, manadas menores.

E não são só os grandes animais. Em algumas regiões temperadas, a massa de insetos caiu cerca de 75%. Pode parecer boa notícia para quem não gosta de bicho, mas é o contrário. Cerca de metade dos corais já morreu — e recifes são o berçário de boa parte da vida marinha. A polinização, que está na base de grande parte da comida que você come, está ameaçada.

Insetos importam porque eles fazem o trabalho invisível: polinizam plantações, decompõem matéria, alimentam pássaros e peixes. Tire a base e o andar de cima balança.

Para onde isso pode ir

Três caminhos se desenham.

Restauração ativa: o mundo investe em rewilding — devolver áreas à natureza — em escala grande o bastante para reverter parte da queda. Não recupera o que se perdeu, mas estanca a sangria e recria habitats.

Tendência atual: a queda continua até estabilizar num patamar baixo. Um planeta mais pobre de vida, porém ainda funcional, com natureza concentrada em reservas e o resto empobrecido.

Colapso ecológico regional: em algumas regiões, a polinização e as cadeias alimentares falham. Sem polinizadores suficientes, certas culturas viram caras ou inviáveis. O problema deixa de ser "ambiental" e vira economia e prato cheio — ou vazio.

Vale lembrar que esses cenários não são exclusivos. O mais provável é um mosaico: restauração em alguns lugares, queda contínua em outros, colapso pontual em regiões já no limite. O futuro da biodiversidade não vai ser uma manchete única; vai ser a soma de milhares de decisões locais sobre o que se preserva e o que se derruba.

Sinais para acompanhar

  • Tendência das populações de insetos em regiões monitoradas.
  • Saúde dos recifes de coral após cada onda de calor nos oceanos.
  • Custo e disponibilidade de culturas que dependem de polinização (frutas, café, cacau).
  • Quanta área de fato entra em programas sérios de restauração.

Por que isso importa pra você

É tentador tratar biodiversidade como assunto de documentário. Mas conecte os pontos: comida barata depende de solo vivo, de polinizadores, de oceanos saudáveis. Quando a natureza empobrece, o primeiro lugar onde isso aparece no seu bolso é o preço do alimento.

A sexta extinção não é só uma perda estética de espécies bonitas. É a corrosão da infraestrutura que sustenta a economia e a mesa. Pensar o futuro com seriedade é incluir os insetos na conta — mesmo os que você nunca parou para olhar.

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