Presencial, híbrido ou remoto? O cabo de guerra do trabalho
No fim de 2025, só 27% das empresas eram 100% presenciais. As outras dois terços — cerca de 67% — operavam com alguma flexibilidade: híbrido, remoto ou um modelo misto. O escritório obrigatório de segunda a sexta deixou de ser a regra e virou exceção.
Do lado de quem trabalha, a conta bate. Apenas 16% dos profissionais preferem ficar 100% presencial, enquanto 55% querem o modelo híbrido. E no Brasil o recado é direto: 65% trocariam de emprego para manter a flexibilidade que têm. Isso não é capricho. Virou critério de decisão de carreira.
O que está acontecendo
Depois da pandemia, todo mundo provou que dá para trabalhar de casa. Algumas empresas amaram a economia e a satisfação do time. Outras sentiram falta da troca presencial e tentaram mandar todo mundo de volta. O resultado é um cabo de guerra: empresas puxando para o escritório, profissionais puxando para a flexibilidade.
O modelo híbrido virou o meio-termo que mais agrada. Alguns dias juntos para alinhar, criar e pertencer; outros em casa para focar e poupar tempo de deslocamento. Não é perfeito para todos, mas é o que mais gente topa.
O ponto importante: flexibilidade passou a pesar tanto quanto salário numa proposta. Tem gente recusando aumento para não perder o home office. E tem empresa percebendo que oferecer flexibilidade é uma forma barata de atrair gente boa — às vezes mais eficaz que pagar mais.
Para onde isso pode ir
A tendência não é um vencedor único. É cada vez mais negociação caso a caso. O modelo vai depender da função (uma pista de posto é presencial por natureza; uma análise de dados não), da maturidade do time e da cultura da empresa.
A disputa deve continuar oscilando. Vão surgir mais ondas de "voltem ao escritório" e mais empresas usando o remoto como isca para contratar talento de qualquer lugar do país. Quem souber negociar o próprio arranjo — mostrando entrega, não só presença — vai ter mais poder nessa conversa.
Sinais para acompanhar
- Vagas que já anunciam o modelo de trabalho (presencial, híbrido, remoto) como item de destaque, igual a salário.
- Ondas de empresas grandes anunciando retorno ao escritório — e a reação de quem pede demissão.
- Diferença entre o que a empresa diz sobre flexibilidade e o que ela pratica no dia a dia.
- O home office sendo usado para contratar talento de outras cidades, ampliando a concorrência por vagas.
Por que isso importa pra você
Numa entrevista, modelo de trabalho é pergunta legítima — e cada vez mais decisiva. Vale perguntar cedo: é híbrido de verdade ou "híbrido no papel"? Quantos dias presenciais? Tem flexibilidade de horário? A resposta diz muito sobre a cultura da empresa, não só sobre a logística.
Mas seja honesto com você também. Início de carreira costuma ganhar muito com presença: você aprende observando, faz perguntas no corredor, constrói relação. Nem sempre o 100% remoto é o melhor para quem está começando, mesmo sendo o mais confortável.
Em empresas de tecnologia como a ClubPetro, que cuida da fidelidade e do sucesso de redes de postos, modelos flexíveis são comuns — mas o que abre portas continua sendo entrega e clareza, não onde você senta. Escolha o arranjo que faz você crescer, não só o que é mais cômodo. E saiba que, hoje, isso é negociável.