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Comunicação25 / 56
  1. Aaron Sorkin — intenção e obstáculo, ou por que toda mensagem precisa de alguém querendo algo
  2. Andy Matuschak — o livro não falhou em você; você falhou em perceber que o livro não funciona
  3. Annette Simmons — quem conta a melhor história ganha
  4. Annie Dillard — a atenção como forma de oração e a escrita como entrega total
  5. Bret Victor — contra as ideias mortas na página
  6. Carmine Gallo — o engenheiro reverso dos grandes comunicadores
  7. Chip Heath & Dan Heath — por que algumas ideias colam e outras morrem
  8. Chris Anderson — o curador que transformou a palestra numa transferência de ideias
  9. Christopher Vogler — o homem que transformou o mito em um memorando de sete páginas
  10. Cícero — o homem que transformou falar bem em uma engenharia
  11. Contardo Calligaris — o divã na primeira página do jornal
  12. Antônio Prata, Tati Bernardi e Gregório Duvivier — a crônica na velocidade da timeline
  13. Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan e Al Switzler — como falar quando há tudo em jogo
  14. Dale Carnegie — o homem que codificou a simpatia (e por que isso é perigoso)
  15. David Foster Wallace — a atenção como o ato mais político que existe
  16. Derek Sivers — a comunicação como destilação radical
  17. Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen — as três conversas que estão acontecendo enquanto você acha que está tendo só uma
  18. Edward Tufte — o homem que ensinou os dados a falar sem mentir
  19. Eliane Brum — a escuta radical e o extraordinário escondido no comum
  20. Garr Reynolds — o silêncio como argumento
  21. Gary Provost — escreva música: o ritmo como ferramenta
  22. George Orwell — escrever claro é o primeiro ato de honestidade
  23. George Saunders — escrever como sintonizar o leitor que vive dentro de você
  24. Hans Rosling — quando os dados ganham movimento, a visão de mundo muda
  25. Helen Sword — caça aos mortos-vivos da sua prosa
  26. James Baldwin — a voz incandescente e a verdade que não se pode adiar
  27. Jerry Weissman — o homem que ensinou os números a persuadir
  28. Joan Didion — a precisão fria e o detalhe que denuncia tudo
  29. João Cabral de Melo Neto — o engenheiro que ensinou a palavra a pagar aluguel
  30. John McPhee — a estrutura é o osso que ninguém deve ver
  31. John Truby — a história não é um molde, é um organismo
  32. Susan Scott — a conversa é o relacionamento
  33. Susan Cain — a comunicação dos quietos num mundo que premia os falantes
  34. Steven Pinker — escrever bem é um ato de empatia treinada
  35. Scott Alexander — escrever para pensar melhor, não para vencer
  36. Sam Harris — precisão como respeito ao interlocutor
  37. Ruy Castro — pesquisa densa, narrativa que prende: o biógrafo como engenheiro da história
  38. Roy Peter Clark — o homem que transformou a escrita em caixa de ferramentas
  39. Robert McKee — o engenheiro da história, ou por que toda marca vive de um gap
  40. Quintiliano — credibilidade não se atua, se constrói pelo caráter
  41. Paul Graham — Escrever é a forma mais barata de pensar com clareza
  42. Patrick Winston — o professor de IA que ensinou o MIT a falar
  43. Patrick Collison — curiosidade pública como vantagem competitiva
  44. Nancy Duarte — a estrutura secreta de toda grande apresentação
  45. Michel de Montaigne — o homem que inventou pensar por escrito
  46. Marshall Rosenberg — a linguagem da vida
  47. Maria Popova — A curadora que transformou a leitura em pensamento
  48. Machado de Assis — a economia, a ironia e o leitor como cúmplice
  49. Lisa Cron — por que o cérebro foi feito para a história, e o que isso muda na sua comunicação
  50. Kazuo Ishiguro — o que se omite comunica mais do que o que se diz
  51. Joseph Campbell — o homem que descobriu que toda história é a mesma história
  52. Tim Ferriss — o arquiteto da pergunta que destrava o especialista
  53. Trey Parker — o homem que matou o "e depois", ou por que toda apresentação precisa de causa
  54. Verlyn Klinkenborg — a frase como unidade de pensamento
  55. William Strunk Jr. — o homem que transformou a concisão em dever moral
  56. William Zinsser — a não-ficção como ofício, e a clareza como respeito
PensadoresComunicaçãoParte 25 de 56

Helen Sword — caça aos mortos-vivos da sua prosa

12 min de leitura
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Pensadores

"I call them zombie nouns because they consume the living, they cannibalize active verbs, they suck the lifeblood from adjectives, and they substitute abstract entities for human beings." — Helen Sword, "Zombie Nouns" (The New York Times, 2012)

O essencial em 30 segundos

Há uma classe de palavras que está matando os seus textos por dentro, e você provavelmente nem percebe. Helen Sword as batizou de zombie nouns — substantivos mortos-vivos. São as nominalizações: verbos e adjetivos vivos transformados em substantivos abstratos. "Implementar" vira "implementação". "Tende a" vira "tendência". "Decidir" vira "tomada de decisão".

Por que isso importa? Porque uma frase cheia de substantivos zumbis deixa de dizer quem está fazendo o quê. Some o agente, somem os verbos, e sobra uma névoa abstrata que soa importante e não comunica nada. A prosa parece morta porque, literalmente, os mortos-vivos comeram os vivos dela.

Sword oferece duas coisas práticas: um diagnóstico mensurável (o Writer's Diet test, que mede a "gordura" do seu texto) e uma filosofia de hábito (em Air & Light & Time & Space, ela mostra que escrever bem é menos talento e mais rotina, ambiente e prazer cultivados). Para quem opera negócios e afoga a equipe em documentos burocráticos, ela é um antídoto direto.

Quem é

Helen Sword nasceu e cresceu no sul da Califórnia (nascida em 1959), fez doutorado em Literatura Comparada em Princeton e construiu carreira na Nova Zelândia, onde é professora e dirigiu o Centre for Learning and Research in Higher Education da Universidade de Auckland. É acadêmica, professora premiada e poeta — começou estudando literatura modernista e poética digital antes de se voltar para o que viraria sua marca: por que acadêmicos escrevem tão mal, e como consertar isso.

Sua trinca de obras sobre escrita é o que nos interessa:

  • Stylish Academic Writing (Harvard University Press, 2012) — a tese central de que escrita acadêmica boa e estilosa não só é possível como existe, mesmo nas disciplinas mais áridas. Sword analisou centenas de artigos para mostrar que os melhores acadêmicos escolhem escrever bem.
  • The Writer's Diet (2016, ampliando um ensaio anterior) — um manual enxuto e uma ferramenta de diagnóstico online que mede cinco categorias de "gordura" na prosa.
  • Air & Light & Time & Space: How Successful Academics Write (Harvard University Press, 2017) — fruto de entrevistas com cem acadêmicos pelo mundo sobre como, onde e quando realmente escrevem.

O ensaio que a tornou viral foi "Zombie Nouns", publicado em 2012 no The New York Times (na série Draft, sobre a arte da escrita), acompanhado de um vídeo animado da TED-Ed que passou de um milhão de visualizações. É o ponto de entrada perfeito na obra dela.

A grande contribuição

A grande contribuição de Sword é ter tornado a abstração medível e combatível.

Todo mundo "sabe" que escrever mal é ruim, mas ninguém sabia apontar o dedo para o culpado de forma operacional. Sword fez três coisas que mudam o jogo:

Primeiro, ela deu um nome inesquecível ao vilão. "Nominalização" é um termo técnico que entra por um ouvido e sai pelo outro. "Zombie noun" gruda. A metáfora não é decorativa: ela explica o mecanismo. Os zumbis "consomem os vivos" porque comem os verbos e adjetivos que dariam vida e movimento à frase. Nomear bem é metade do trabalho de conscientizar.

Segundo, ela criou um teste. O Writer's Diet test pega um trecho do seu texto e devolve um diagnóstico em escala — de "lean" (enxuto) a "heart attack" (infarto) — em cinco categorias: verbos, nominalizações, preposições, adjetivos/advérbios e palavras "supérfluas" (it, this, that, there). Por exemplo, se 5% ou mais das suas palavras são nominalizações, sua prosa cai no vermelho. Isso transforma "seu texto está pesado" (opinião) em "30% dos seus verbos são formas frágeis do verbo ser" (dado acionável).

Terceiro, e mais profundo: ela deslocou o foco do texto para o escritor. Em Air & Light & Time & Space, Sword descobre — entrevistando cem acadêmicos produtivos — que não existe "o método". Existem hábitos. Escrever bem e muito é resultado de um sistema sustentável de comportamento, ofício, relações e emoção. É uma virada de chave para qualquer gestor: produção de bons textos não é questão de gênio individual, é questão de desenhar as condições certas.

As ideias-chave

1. Zombie nouns: a nominalização que mata a frase

A definição vale repetir na íntegra, porque cada palavra trabalha: "I call them zombie nouns because they consume the living, they cannibalize active verbs, they suck the lifeblood from adjectives, and they substitute abstract entities for human beings."

O mecanismo: quando você transforma um verbo de ação em substantivo, precisa de outro verbo (geralmente fraco — ser, haver, realizar, efetuar) para sustentar a frase, e o agente real desaparece. "A equipe decidiu reduzir o estoque" tem gente fazendo coisa. "Houve a tomada de decisão referente à redução do estoque" tem zumbis. A segunda frase soa mais "corporativa" e diz menos.

O sinal de alerta em português: sufixos como -ção, -mento, -dade, -ância, -ência, -agem. Não são proibidos — são suspeitos. Quando se acumulam, a frase perde o "quem faz o quê".

2. Escrita viva contra prosa morta

A oposição central de Sword é entre prosa viva e prosa morta. Prosa viva tem pessoas fazendo coisas, verbos concretos, imagens, ritmo, voz. Prosa morta tem abstrações flutuando, voz passiva, agentes apagados e aquela neutralidade cinzenta que confunde solenidade com seriedade.

O ponto político de Sword: muitos escrevem morto de propósito, achando que clareza e personalidade soam pouco profissionais ou pouco rigorosas. Em Stylish Academic Writing, ela demole isso mostrando que os pesquisadores mais respeitados em quase toda disciplina escrevem com voz, exemplos e até humor. A prosa morta não é o preço do rigor. É um hábito ruim disfarçado de norma.

Exemplo: "A solução proposta visa o aprimoramento da experiência do usuário através da otimização dos fluxos." Versus: "Queremos que o cliente termine a compra em três cliques em vez de sete." A segunda é mais profissional, não menos.

3. O Writer's Diet: medir para emagrecer

A genialidade do Writer's Diet test é tirar a discussão do gosto. Você cola um parágrafo, e a ferramenta destaca, em cores, cada categoria de excesso. Verbos fracos em uma cor, nominalizações em outra, preposições empilhadas em outra.

Sword é cuidadosa: o teste é um diagnóstico, não um juiz. Nem toda nominalização é ruim; às vezes você precisa de uma. A questão é o padrão. Se a tela inteira está vermelha, há um problema sistêmico de prosa anêmica. É a balança que diz "preste atenção aqui", não a sentença final. Para uma equipe, isso é poderoso: dá um vocabulário comum e objetivo para revisar textos sem virar briga de ego ("acho seu texto pesado" vira "rodamos o teste e deu flabby em nominalizações").

4. Hábitos de escritores produtivos (BASE)

Em Air & Light & Time & Space — título tirado de um poema de Charles Bukowski sobre o que (não) é preciso para escrever — Sword entrevista cem acadêmicos e destila quatro pilares de qualquer prática de escrita bem-sucedida, o modelo BASE:

  • Behavioral (comportamental): disciplina e persistência — rotinas, horários, metas.
  • Artisanal (artesanal): cuidado e ofício — revisar, lapidar, tratar escrita como artesanato.
  • Social: colegialidade e colaboração — grupos de escrita, parceiros, feedback.
  • Emotional: positividade e prazer — gerenciar o medo, a procrastinação, achar o gosto.

A descoberta libertadora: quase nenhum desses acadêmicos foi treinado como escritor. Eles desenvolveram sistemas. Não esperam inspiração; constroem as condições. Isso desmonta o mito do talento e o substitui por algo gerenciável.

5. Voz e pessoa: traga gente de volta para o texto

Um fio que atravessa toda a obra de Sword: o antídoto para a abstração é a pessoa. Zombie nouns "substituem entidades abstratas por seres humanos" — então o conserto é trazer os humanos de volta. Quem decidiu? Quem fez? Quem ganha ou perde?

Texto vivo nomeia agentes. "Constatou-se uma melhoria" é morto. "Nossa equipe de campo dobrou as recargas em março" tem gente, ação e número. Para qualquer comunicação de negócio, esse é o teste de bolso: a frase tem um humano fazendo algo? Se não, ressuscite-a.

Em suas palavras

"I call them zombie nouns because they consume the living, they cannibalize active verbs, they suck the lifeblood from adjectives, and they substitute abstract entities for human beings." — "Zombie Nouns", The New York Times (2012)

"Nouns formed from other parts of speech are called nominalizations. Academics love them; so do lawyers, bureaucrats and business writers." — "Zombie Nouns", The New York Times (2012)

"Take an adjective (implacable) or a verb (calibrate) or even another noun (crony) and add a suffix like ity, tion or ism. You've created a new noun: implacability, calibration, cronyism." — "Zombie Nouns", The New York Times (2012)

"Successful academics across the disciplines write in a wide variety of ways... but they all develop strategies to thrive in their publish-or-perish environment." — sobre Air & Light & Time & Space (2017)

O título vem de Charles Bukowski: escritores supostamente precisam de "air and light and time and space" — e Sword mostra que, na prática, eles escrevem apesar da falta deles.

Limites e críticas

Primeiro: o teste pode virar dogma. O Writer's Diet é uma ferramenta heurística, não uma lei. Levado ao pé da letra, pode produzir prosa empobrecida — frases curtas e staccato, medo de qualquer abstração legítima. A própria Sword avisa: é diagnóstico, não veredicto. Disciplinas filosóficas, jurídicas ou altamente técnicas precisam de abstração de verdade; o problema é a abstração gratuita.

Segundo: o foco é acadêmico. A obra nasceu para o mundo universitário (publish-or-perish, artigos, teses). A transposição para o mundo dos negócios funciona muito bem — burocrata corporativo e burocrata acadêmico sofrem do mesmo mal —, mas exige adaptação. Nem todo gênero empresarial quer a mesma "leveza".

Terceiro: nomear não é curar. Reconhecer um zombie noun é o passo fácil. Reescrever uma frase densa para ressuscitar o agente e o verbo dá trabalho, especialmente sob pressão de tempo. A consciência é necessária, mas insuficiente sem prática deliberada — o que, justamente, Air & Light & Time & Space tenta resolver pelo lado do hábito.

Quarto: parte do "estilo" é cultural e disciplinar. O que soa vivo e charmoso em um campo pode soar leviano em outro. Sword defende voz e personalidade, mas há comunidades de leitores que ainda penalizam quem foge do tom impessoal. É uma batalha que ela trava conscientemente — mas é uma batalha, não um consenso.

Como aplicar no seu dia a dia

Operar qualquer negócio significa gerar uma montanha de texto interno: políticas, manuais, comunicados, descrições de processo, copy de produto. É terreno fértil para zumbis.

Caça aos zombie nouns nos documentos do negócio. Adote o sinal de alerta dos sufixos como regra de revisão. Quando um manual operacional diz "a operacionalização do processo requer a observância dos procedimentos de segurança", reescreva: "o operador segue estes passos de segurança ao trabalhar". Antes: zumbis. Depois: uma pessoa, uma ação, um momento. O segundo texto é o que de fato muda comportamento no chão da operação.

O Writer's Diet como ritual de equipe. Em vez de dizer "esse texto está pesado" (que vira discussão de gosto), passe os documentos importantes por uma checagem das cinco categorias. Vira vocabulário comum e despersonaliza a crítica. Num produto de software, onde os textos de interface e a documentação são lidos por clientes pagantes, isso é especialmente valioso: prosa anêmica vira chamado de suporte.

BASE para a própria produção de conteúdo. Quem lidera um negócio precisa escrever muito — e bem, e sob pressão. Os quatro pilares viram um sistema pessoal: horário fixo para escrever (comportamental); revisão como ofício, não como cosmética (artesanal); revisores de confiança que leem antes de você enviar (social); e tratar a escrita como alavanca de prazer e clareza, não como tarefa odiada (emocional). Produção de comunicação deixa de depender de "inspiração" e passa a depender de processo — que é o que se sabe gerenciar.

Trazer humanos de volta a tudo. A regra de bolso de Sword serve de filtro final em qualquer comunicado importante: tem um humano fazendo algo nesta frase? "Houve a implementação de melhorias no atendimento" não diz nada. "A equipe da loja 3 cortou a fila pela metade neste mês" diz tudo — e ainda reconhece quem fez. Isso comunica e ainda motiva.

Síntese: a abstração é confortável para quem escreve e cara para quem lê. Sword dá as ferramentas para medir esse custo e cortá-lo.

Para ir além

Comece por: o ensaio "Zombie Nouns" (The New York Times, 2012) e o vídeo animado da TED-Ed de mesmo tema — quinze minutos no total, e você nunca mais escreverá igual. Em seguida, rode um texto seu no Writer's Diet test (writersdiet.com) para sentir o diagnóstico na própria pele.

Depois: The Writer's Diet (2016) — o manual curto que explica as cinco categorias e como emagrecer cada uma. É enxuto e prático, ideal para aplicar direto nos documentos do dia a dia.

Avançado: Stylish Academic Writing (Harvard, 2012) para a tese completa sobre prosa viva, e Air & Light & Time & Space (Harvard, 2017) para o lado dos hábitos e do sistema de produção. Esse último é o mais valioso para quem precisa escrever muito e de forma sustentável.

Conexões no vault

  • Comunicacao — área-mãe
  • steven-pinker — os "zombie nouns" de Sword e a "maldição do conhecimento" de Pinker são o mesmo combate à abstração, por dois ângulos
  • william-zinsser — On Writing Well; mesma cruzada contra o entulho e a favor do verbo concreto
  • george-orwell — "Politics and the English Language"; o ancestral da suspeita contra a abstração que esconde o agente
  • Cognicao — por que a abstração é fácil de escrever e difícil de ler: limites de processamento do leitor

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