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Comunicação12 / 56
  1. Aaron Sorkin — intenção e obstáculo, ou por que toda mensagem precisa de alguém querendo algo
  2. Andy Matuschak — o livro não falhou em você; você falhou em perceber que o livro não funciona
  3. Annette Simmons — quem conta a melhor história ganha
  4. Annie Dillard — a atenção como forma de oração e a escrita como entrega total
  5. Bret Victor — contra as ideias mortas na página
  6. Carmine Gallo — o engenheiro reverso dos grandes comunicadores
  7. Chip Heath & Dan Heath — por que algumas ideias colam e outras morrem
  8. Chris Anderson — o curador que transformou a palestra numa transferência de ideias
  9. Christopher Vogler — o homem que transformou o mito em um memorando de sete páginas
  10. Cícero — o homem que transformou falar bem em uma engenharia
  11. Contardo Calligaris — o divã na primeira página do jornal
  12. Antônio Prata, Tati Bernardi e Gregório Duvivier — a crônica na velocidade da timeline
  13. Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan e Al Switzler — como falar quando há tudo em jogo
  14. Dale Carnegie — o homem que codificou a simpatia (e por que isso é perigoso)
  15. David Foster Wallace — a atenção como o ato mais político que existe
  16. Derek Sivers — a comunicação como destilação radical
  17. Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen — as três conversas que estão acontecendo enquanto você acha que está tendo só uma
  18. Edward Tufte — o homem que ensinou os dados a falar sem mentir
  19. Eliane Brum — a escuta radical e o extraordinário escondido no comum
  20. Garr Reynolds — o silêncio como argumento
  21. Gary Provost — escreva música: o ritmo como ferramenta
  22. George Orwell — escrever claro é o primeiro ato de honestidade
  23. George Saunders — escrever como sintonizar o leitor que vive dentro de você
  24. Hans Rosling — quando os dados ganham movimento, a visão de mundo muda
  25. Helen Sword — caça aos mortos-vivos da sua prosa
  26. James Baldwin — a voz incandescente e a verdade que não se pode adiar
  27. Jerry Weissman — o homem que ensinou os números a persuadir
  28. Joan Didion — a precisão fria e o detalhe que denuncia tudo
  29. João Cabral de Melo Neto — o engenheiro que ensinou a palavra a pagar aluguel
  30. John McPhee — a estrutura é o osso que ninguém deve ver
  31. John Truby — a história não é um molde, é um organismo
  32. Susan Scott — a conversa é o relacionamento
  33. Susan Cain — a comunicação dos quietos num mundo que premia os falantes
  34. Steven Pinker — escrever bem é um ato de empatia treinada
  35. Scott Alexander — escrever para pensar melhor, não para vencer
  36. Sam Harris — precisão como respeito ao interlocutor
  37. Ruy Castro — pesquisa densa, narrativa que prende: o biógrafo como engenheiro da história
  38. Roy Peter Clark — o homem que transformou a escrita em caixa de ferramentas
  39. Robert McKee — o engenheiro da história, ou por que toda marca vive de um gap
  40. Quintiliano — credibilidade não se atua, se constrói pelo caráter
  41. Paul Graham — Escrever é a forma mais barata de pensar com clareza
  42. Patrick Winston — o professor de IA que ensinou o MIT a falar
  43. Patrick Collison — curiosidade pública como vantagem competitiva
  44. Nancy Duarte — a estrutura secreta de toda grande apresentação
  45. Michel de Montaigne — o homem que inventou pensar por escrito
  46. Marshall Rosenberg — a linguagem da vida
  47. Maria Popova — A curadora que transformou a leitura em pensamento
  48. Machado de Assis — a economia, a ironia e o leitor como cúmplice
  49. Lisa Cron — por que o cérebro foi feito para a história, e o que isso muda na sua comunicação
  50. Kazuo Ishiguro — o que se omite comunica mais do que o que se diz
  51. Joseph Campbell — o homem que descobriu que toda história é a mesma história
  52. Tim Ferriss — o arquiteto da pergunta que destrava o especialista
  53. Trey Parker — o homem que matou o "e depois", ou por que toda apresentação precisa de causa
  54. Verlyn Klinkenborg — a frase como unidade de pensamento
  55. William Strunk Jr. — o homem que transformou a concisão em dever moral
  56. William Zinsser — a não-ficção como ofício, e a clareza como respeito
PensadoresComunicaçãoParte 12 de 56

Antônio Prata, Tati Bernardi e Gregório Duvivier — a crônica na velocidade da timeline

13 min de leitura
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Pensadores

"A crônica é uma espécie de recreio dentro do jornal, onde o leitor está lendo absurdos e respira." — Antônio Prata, sobre o papel do cronista

O essencial em 30 segundos

Há uma geração de cronistas brasileiros que cresceu entre o jornal de papel e a tela do celular, e que aprendeu a escrever para um leitor com o polegar pronto para rolar a tela. Antônio Prata, Tati Bernardi e Gregório Duvivier são três dos nomes mais lidos dessa safra — todos colunistas da Folha de S.Paulo, todos com pé no audiovisual, todos mestres de um formato que é curto por necessidade e engraçado por estratégia. Eles pegaram a crônica brasileira clássica — o gênero leve, cotidiano, de jornal — e a recalibraram para um público disperso, impaciente e imerso em redes sociais.

O que eles têm a ensinar a quem comunica é direto: como prender atenção em poucos segundos, como usar o humor para baixar a guarda de quem lê, como construir uma voz reconhecível, e como falar de si (autoficção) sem virar narcisista. Para qualquer operador que precisa existir publicamente — em posts, na comunicação de uma marca, na presença pessoal nas redes — esses três são o manual prático de como ser breve, humano e memorável ao mesmo tempo.

Quem são

Antônio Prata nasceu em São Paulo, em 1977. É filho dos escritores Mário Prata e Marta Góes — ou seja, cresceu dentro do ofício. Entre 2001 e 2008 escreveu crônicas na revista Capricho, voltada ao público adolescente, e formou ali uma legião de leitores jovens. Hoje assina coluna na Folha de S.Paulo, colaborou com O Estado de S. Paulo e escreveu séries para Globo, HBO, MTV e Multishow. Em 2012 foi selecionado pela revista Granta como um dos vinte melhores escritores brasileiros com menos de quarenta anos. Entre seus livros estão Nu, de botas (2013) e Trinta e poucos (2016), ambos pela Companhia das Letras.

Tati Bernardi nasceu em São Paulo, em 29 de abril de 1979. Formou-se em publicidade, trabalhou em agências e tornou-se roteirista de TV — escreveu para novelas como Sangue Bom e A Vida da Gente, para o programa Amor e Sexo e para sitcoms como Meu Passado Me Condena. Desde 2013 mantém coluna semanal na Folha de S.Paulo, publicada às sextas. Publicou contos e crônicas, com destaque para Depois a Louca Sou Eu (2016), adaptado para o cinema, e Homem-Objeto e Outras Coisas Sobre Ser Mulher (2018), reunião de suas crônicas. Sua marca é a autoficção — a vida pessoal, as neuroses, a maternidade, a terapia, transformadas em material literário sem pudor.

Gregório Duvivier nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1986. Formou-se em Letras pela PUC-Rio, começou no teatro ainda criança, no curso do Tablado, e em 2012 foi um dos fundadores do Porta dos Fundos, o coletivo de humor que redefiniu a comédia brasileira no YouTube. Apresentou o Greg News na HBO de 2017 a 2024, programa de humor político inspirado no modelo de comédia jornalística americana. É também poeta e cronista: escreveu Put Some Farofa (2014), Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang (2013), entre outros, e manteve coluna semanal na Folha de S.Paulo. Sua escrita combina o rigor do poeta com a leveza do humorista.

Três trajetórias diferentes, um denominador comum: todos vivem no cruzamento entre a palavra escrita e a tela — jornal, livro, roteiro, vídeo, rede social — e todos dominam o formato curto.

A grande contribuição

A grande contribuição dessa geração é ter resolvido, na prática, um problema que aflige qualquer pessoa que comunica hoje: como segurar a atenção de um leitor que não tem nenhuma obrigação de continuar lendo.

O leitor de jornal impresso de antigamente já tinha pago pelo jornal, já estava sentado, já tinha decidido ler. O leitor de hoje está numa timeline infinita, com mil estímulos concorrendo, e abandona qualquer texto na primeira frase morna. A crônica sempre foi um gênero de sedução — precisa convencer alguém a ler algo que ele não precisava ler. Mas a crônica digital elevou a aposta: agora a sedução tem que acontecer em segundos, ou o leitor sumiu.

Prata, Bernardi e Duvivier responderam a isso com três armas. A brevidade — textos curtos, parágrafos curtos, frases que andam rápido. O humor — o riso como isca, como recompensa imediata que faz o leitor querer a próxima frase. E a voz — uma personalidade tão definida que o leitor reconhece o autor antes de ver a assinatura, e volta não pelo assunto, mas pela companhia. Essas três armas não são truque literário. São exatamente o que qualquer marca, qualquer perfil público, qualquer comunicação precisa hoje para sobreviver no ambiente das redes.

A contribuição mais sutil é a da autoficção bem feita. Bernardi, sobretudo, mas também Prata e Duvivier, falam de si constantemente — das próprias falhas, manias, vergonhas, do divórcio, da terapia, da paternidade, da ansiedade. E o paradoxo é que, quanto mais específico e pessoal o relato, mais universal ele soa. O leitor não se interessa pela vida deles; se reconhece nela. Essa é a lição mais valiosa e mais mal-compreendida da comunicação pessoal nas redes: o pessoal comunica, mas só quando é generoso (serve ao leitor) em vez de vaidoso (serve ao ego do autor).

As ideias-chave

Brevidade não é resumo, é seleção

A crônica curta dessa geração não é uma crônica longa encolhida. É um texto pensado desde o início para ser curto — o que significa decidir, com brutalidade, o que fica de fora. Prata compara as palavras a parafusos e chaves de fenda: a palavra errada vem da pressa, e o trabalho é descobrir qual chave abre exatamente aquele sentido. Brevidade, nessa lógica, é o resultado de muitas decisões de corte, não de preguiça. O texto curto bom dá trabalho; o texto longo é que costuma ser o caminho fácil.

Aplicação: um post de três frases que funciona custou mais decisões do que um texto de três parágrafos que divaga. Escrever curto é editar muito.

O humor abre a porta antes do argumento

Os três usam o humor como porta de entrada. Duvivier, vindo do Porta dos Fundos e do Greg News, sabe que o riso desarma — quem ri baixa a guarda e fica disposto a ouvir até o que discorda. O humor não é o oposto da seriedade; é o veículo dela. Uma crítica embrulhada em piada penetra onde uma crítica direta encontraria resistência. Mas há um limite: o humor pelo humor cansa. O humor que dura é o que carrega uma observação verdadeira por baixo da piada.

Aplicação: uma marca que consegue rir de si mesma com graça ganha uma intimidade com o público que nenhum discurso institucional sério alcança.

A voz é o que faz o leitor voltar

Num mundo de informação infinita e gratuita, o conteúdo é commodity — a voz não é. O leitor volta para Tati Bernardi não para saber dos fatos da vida dela, mas pelo jeito dela de contar: o ritmo, o autodeboche, a franqueza neurótica. Volta para Prata pela precisão bem-humorada, para Duvivier pela inteligência leve. A voz é o ativo insubstituível. Você pode copiar o assunto de alguém; não consegue copiar a voz.

Aplicação: a presença pública de um operador ou de uma marca vale pela consistência da voz. Quem soa igual a todo mundo é esquecido; quem tem voz própria é seguido.

Autoficção: o eu como ferramenta, não como vitrine

Bernardi transforma a própria vida — terapia, maternidade, relacionamentos, inseguranças — em literatura. O segredo é que o "eu" da página serve ao leitor, não ao autor. Ela expõe a própria fraqueza para que o leitor se reconheça e se sinta menos sozinho na dele. É generosidade disfarçada de confissão. A autoficção vaidosa — que fala de si para se exibir — afasta; a autoficção generosa — que fala de si para iluminar o leitor — aproxima.

Aplicação: contar a própria história de operador (os erros, as dúvidas, os aprendizados) funciona quando serve a quem lê, e vira ruído quando serve só ao próprio prestígio.

O ritmo da timeline: escrever para quem pode sair a qualquer momento

Essa geração escreve sabendo que o leitor pode abandonar a qualquer instante. Isso muda a arquitetura do texto: a primeira frase precisa fisgar, não aquecer; cada parágrafo precisa pagar o anterior; o final precisa recompensar quem chegou até lá. Prata diz que tem consciência de que seu papel é entreter o leitor — dar um respiro, uma brisa dentro do jornal. Não confundir entreter com ser raso: entreter é respeitar o tempo e a atenção alheia o suficiente para não desperdiçá-los.

Aplicação: todo comunicado, post ou e-mail compete com a vontade do leitor de fechar a tela. A primeira linha é a mais importante que você vai escrever.

Em suas palavras

"A crônica é uma espécie de recreio dentro do jornal, onde o leitor está lendo absurdos e respira. É uma brisa no jornal. Então eu tenho essa consciência de que o meu papel ali é entreter o leitor." — Antônio Prata (entrevista, sobre o ofício da crônica)

"Ninguém pergunta a um médico se naquele dia ele está com vontade de operar um baço ou um fígado: ele simplesmente opera." — Antônio Prata, recordando uma lição do pai, Mário Prata, sobre escrever sob prazo

Depois a Louca Sou Eu — título do livro de crônicas autobiográficas de Tati Bernardi (2016), síntese do seu humor de autodeboche

Homem-Objeto e Outras Coisas Sobre Ser Mulher — reunião de crônicas de Tati Bernardi publicadas na Folha (2018)

"A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora" — título de livro de Gregório Duvivier (2008), exemplo do seu humor que esconde uma observação melancólica

(Citações verificadas a partir de entrevistas públicas e dos títulos catalogados das obras; o conteúdo exato das crônicas é protegido, por isso o foco aqui está em falas e títulos confirmáveis.)

Limites e críticas

A crônica digital tem fragilidades que valem a honestidade.

Primeiro, o risco da superficialidade. A pressão por brevidade e por riso fácil pode empurrar o texto para a piada descartável, sem substância. Nem tudo cabe em quinze linhas com punchline. Há reflexões — sobre economia, sobre dilemas morais complexos, sobre estratégia — que exigem fôlego, e o formato curto, levado ao extremo, vira incapaz de sustentar nuance. Quem se inspira nesses cronistas precisa saber quando o assunto pede mais espaço do que a timeline tolera.

Segundo, o risco do umbigo. A autoficção é uma faca de dois gumes. Bem feita, conecta; mal feita, vira exposição narcisista que entedia. A fronteira entre "falo de mim para te servir" e "falo de mim porque me acho fascinante" é tênue, e muito imitador da fórmula cai do lado errado. O eu como ferramenta funciona; o eu como vitrine cansa rápido.

Terceiro, a bolha. Os três escrevem para um público específico — urbano, escolarizado, em geral de classe média e politicamente alinhado a certo espectro. O humor que ressoa nesse público pode soar excludente ou pedante para fora dele. Para um negócio que fala com um Brasil amplo e diverso — clientes de postos em rodovia, motoristas, gestores de empresas variadas —, copiar o tom de uma bolha pode alienar exatamente quem você quer alcançar.

Quarto, a datação. A crônica presa demais ao assunto do dia — o meme da semana, a polêmica do momento — envelhece em horas. O melhor desses cronistas transcende a efeméride; o pior fica preso a ela. Comunicação de negócio que aposta só no assunto quente da semana some junto com o assunto.

Como aplicar no seu dia a dia

Operar um negócio real exige presença pública e comunicação constante. E essa presença, hoje, acontece em grande parte nas redes, onde o leitor é exatamente o leitor disperso para o qual esses três cronistas aprenderam a escrever. Por isso o método deles vira ferramenta concreta.

Trate a primeira linha como decisão estratégica. Um post sobre a empresa, um anúncio de novidade, um comunicado: a abertura morna mata. Aprenda com Prata e Duvivier a abrir com a cena, a piada ou a frase que fisga, e a deixar a justificativa institucional para depois — se é que ela entra. Ninguém é obrigado a ler o que você escreve; você precisa conquistar cada segundo.

Use o humor para humanizar a marca. Um posto, um app de recarga, um produto B2B sério não precisam ser sisudos. A marca que consegue rir de si — da fila, do imprevisto, do erro pequeno, com graça e sem cinismo — cria uma intimidade que nenhum texto institucional alcança. O humor é o atalho mais curto para parecer gente em vez de logotipo.

Construa voz, não só conteúdo. O conteúdo do seu setor — preço de combustível, autonomia de bateria, gestão de equipe — qualquer concorrente também publica. O que diferencia é a voz: o jeito de dizer, consistente, reconhecível, que faz o público voltar pela companhia e não só pela informação. Defina e proteja essa voz como protege qualquer outro ativo.

Pratique a autoficção generosa. Contar os erros e aprendizados de operar o negócio funciona — desde que sirva a quem lê. O critério é simples e direto: essa história ajuda quem acompanha a entender algo, ou só faz você parecer interessante? Se for a segunda, corte.

Escreva curto editando muito. A brevidade não é digitar pouco; é cortar muito. Aplique a régua de Prata — palavra errada vem da pressa — a cada e-mail, post e mensagem. O texto enxuto respeita o tempo do leitor, e respeitar o tempo do leitor é a forma mais barata de respeito que existe.

Saiba quando o formato curto não basta. A crônica ensina a brevidade, mas também ensina os seus limites. Decisão de estratégia, comunicação de crise, dilema ético com clientes ou equipe: isso pede fôlego e nuance, não punchline. Use o tom leve onde ele serve, e mude de registro onde ele atrapalha.

Para ir além

Comece por uma seleção das crônicas de cada um: Nu, de botas (2013), de Antônio Prata, para a precisão bem-humorada e o domínio do cotidiano; Depois a Louca Sou Eu (2016) ou Homem-Objeto e Outras Coisas Sobre Ser Mulher (2018), de Tati Bernardi, para a autoficção franca; e Put Some Farofa (2014), de Gregório Duvivier, para o humor com lastro de poeta. Leia em voz alta para sentir o ritmo — é nele que o segredo da brevidade se revela.

Depois assista ao trabalho audiovisual: o Porta dos Fundos e o Greg News (de Duvivier) para entender como a mesma economia de palavras e o mesmo timing de humor migram do papel para a tela. Compare a crônica escrita com o roteiro de vídeo: a estrutura de fisgar-pagar-recompensar é a mesma, e ver os dois lado a lado ensina muito sobre comunicação em qualquer mídia.

Avançado: suba à raiz da crônica brasileira — Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, a geração que fundou o gênero como o conhecemos, e Luis Fernando Verissimo, que fez a ponte para o humor moderno. E leia contardo-calligaris em paralelo, para ver a outra vertente contemporânea da crônica: a leitura profunda da cultura, com a mesma clareza, mas em outro registro. Juntar as duas tradições — a leveza dessa geração e a profundidade de Calligaris — é o melhor treino possível para quem quer comunicar com voz, brevidade e densidade ao mesmo tempo.

Conexões no vault

  • Comunicacao — área-mãe deste estudo
  • contardo-calligaris — a vertente psicanalítica e reflexiva da crônica brasileira contemporânea
  • michel-de-montaigne — o ensaio pessoal como ancestral da autoficção
  • trey-parker e aaron-sorkin — humor e ritmo de escrita no audiovisual, paralelos ao trânsito desses cronistas entre página e tela
  • george-saunders e david-foster-wallace — humor a serviço da observação humana
  • gary-provost e william-zinsser — ritmo da frase e economia de palavras como técnica
  • derek-sivers — a brevidade radical como estilo de comunicação nas redes

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