Salvando seu progresso com Git (commits, sem decoreba)
Seu site está bom. Você suou para deixá-lo do seu jeito. Agora imagine que, num pedido infeliz, algo se bagunça e você queria voltar para "como estava ontem, quando tava perfeito". Sem uma forma de salvar pontos no tempo, você não volta. É exatamente para isso que existe o Git.
A ideia: o Git é uma máquina de fotos do seu projeto
Pense num videogame antigo. Você joga até uma parte difícil e salva o jogo. Se morrer depois, não recomeça do zero — volta para o ponto salvo. O Git faz isso com o seu projeto.
Cada vez que você salva um ponto, isso se chama commit. Um commit é uma foto do seu projeto naquele momento, acompanhada de um bilhete (uma mensagem curta) dizendo o que mudou. Tipo: "adicionei a seção de projetos". Com muitos commits, você tem uma linha do tempo inteira e pode voltar a qualquer ponto.
Importante: commit não é o mesmo que salvar o arquivo. Salvar o arquivo guarda o estado atual. O commit cria um marco permanente na história, com nome e data, ao qual você sempre pode voltar.
O jeito mais fácil: peça ao Claude
Você não precisa decorar nada. Com o Claude Code aberto na pasta do site, basta pedir:
Salve o progresso atual no Git com uma mensagem descritiva.
Ele cuida de tudo: prepara os arquivos, escreve uma boa mensagem e cria o commit. Se for a primeiríssima vez no projeto, ele também inicia o Git para você. Simples assim.
Os comandos por trás (bom conhecer, não decorar)
Quer entender o que acontece nos bastidores? São três comandos. Você só precisa do primeiro uma vez por projeto.
git init
Liga o Git no seu projeto. É o "comece a guardar a história daqui". Roda uma vez só, no começo.
git add .
Junta todas as mudanças atuais para entrarem na próxima foto. O ponto significa "tudo". É como reunir todo mundo antes de bater a foto.
git commit -m "adicionei a seção de projetos"
Tira a foto e cola o bilhete. O texto entre aspas, depois do -m, é a sua mensagem — escreva algo que descreva o que mudou.
A partir do segundo commit, você só repete os dois últimos: git add . e depois git commit -m "sua mensagem". O git init não se repete.
Por que commitar com frequência
Não espere o site ficar "pronto" para salvar. Faça um commit a cada conquista pequena: arrumou as cores, commit. Adicionou a página de contato, commit. Consertou um erro, commit.
Por quê? Porque cada commit é um ponto seguro de retorno. Se amanhã algo der errado, você volta para o último ponto bom e perde minutos de trabalho, não horas. Commits frequentes são uma rede de segurança. Quanto mais pontos salvos, menos medo de experimentar.
Uma boa mensagem de commit descreve o que mudou, não como você se sentiu. "adicionei links das redes sociais" é ótimo. "mexi em umas coisas" não ajuda nem você nem o futuro você.
Se algo der errado
- Apareceu um aviso sobre
user.nameouuser.email. Na primeira vez, o Git pode pedir para você se identificar. Não trave: peça ao Claude "configure meu nome e e-mail no Git para eu conseguir commitar". Ele resolve. git commitreclamou que "não há nada para commitar". Significa que nada mudou desde o último commit, ou que você esqueceu ogit add .antes. Rode ogit add .primeiro.- Medo de "fazer errado" e estragar. Relaxa: o Git foi feito para proteger seu trabalho, não para destruí-lo. Commitar nunca apaga versões antigas — só adiciona pontos novos à linha do tempo. Na dúvida, commite.
Com o Git ligado e o hábito de commitar, seu progresso está a salvo. Você pode experimentar à vontade sabendo que sempre tem para onde voltar. Isso muda completamente a sua coragem de mexer no projeto.
No próximo post, a gente dá o passo que tira seu projeto do seu computador e o leva para a internet: subir tudo para o GitHub, de graça, e ter um endereço para mostrar ao mundo.