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IA na Prática40 / 50
  1. 01Bem-vindo: o que você vai conseguir fazer no fim desta série
  2. 02O que é uma IA que conversa, em português claro
  3. 03O que dá e o que não dá pra fazer com IA hoje
  4. 04Claude, ChatGPT, Gemini: qual a diferença e por que vamos usar o Claude
  5. 05Os três jeitos de falar com a IA: site, app e terminal
  6. 06A mentalidade certa: você é o maestro, a IA é o instrumento
  7. 07Criando sua conta e instalando o app do Claude
  8. 08Sua primeira conversa: como pedir bem (o prompt)
  9. 09Anexando arquivos, imagens e PDFs
  10. 10Projetos no Claude: guardando contexto que não se perde
  11. 11Artifacts: quando o Claude monta um documento ou um mini-app pra você
  12. 12Memória, instruções e estilo: ensinando o Claude do seu jeito
  13. 13Planos, limites e custo: o que é grátis e quando vale pagar
  14. 14O que é o "terminal" e por que ele não dá medo
  15. 15Abrindo o terminal no Mac e no Windows (e no Linux)
  16. 16Cinco comandos de sobrevivência: pwd, ls, cd, mkdir, cat
  17. 17Como o computador organiza tudo: pastas, arquivos e caminhos
  18. 18Instalando o Node.js (e o que é isso, afinal)
  19. 19npm: a "loja de peças" gratuita do mundo dev
  20. 20Instalando o VS Code: seu editor de código (e por que precisa de um)
  21. 21O que é o Git e por que todo projeto sério usa
  22. 22Criando sua conta no GitHub (a nuvem do seu código)
  23. 23O que é o Claude Code e por que ele é diferente do app
  24. 24Instalando o Claude Code
  25. 25Primeiro login e sua primeira sessão
  26. 26Como o Claude Code "enxerga" suas pastas (e por que isso importa)
  27. 27Sua primeira tarefa real: peça pra ele criar um arquivo
  28. 28Permissões: quando ele pergunta antes de mexer
  29. 29O arquivo CLAUDE.md: ensinando o robô sobre o seu projeto
  30. 30Modo plano e revisão: deixe ele pensar antes de fazer
  31. 31Errou? Desfazendo e recomeçando sem medo
  32. 32Escolhendo um primeiro projeto pequeno e real
  33. 33Descrevendo o que você quer: o briefing
  34. 34Deixe o Claude montar o esqueleto do projeto
  35. 35Rodando o projeto na sua máquina pela primeira vez
  36. 36Mudando textos, cores e imagens só conversando
  37. 37Quando algo quebra: lendo um erro sem entrar em pânico
  38. 38Pedindo pro Claude consertar o erro (copiar, colar, descrever)
  39. 39Adicionando uma página ou funcionalidade nova
  40. 40Salvando seu progresso com Git (commits, sem decoreba)
  41. 41Subindo seu projeto pro GitHub
  42. 42Colocando seu projeto no ar de graça (deploy)
  43. 43A anatomia de um bom pedido (revisão turbinada)
  44. 44Dividir pra conquistar: por que tarefas pequenas vencem
  45. 45Revisar o que a IA fez: a responsabilidade é sua
  46. 46Segurança básica: senhas, chaves e o que NUNCA colar
  47. 47Quando a IA "alucina" e como perceber
  48. 48Aprendendo a aprender com a IA: ela é sua professora particular
  49. 49Cinco ideias de próximos projetos pra praticar
  50. 50Seu novo superpoder: pra onde ir a partir daqui (fecho)
IA na PráticaParte 40 de 50

Salvando seu progresso com Git (commits, sem decoreba)

3 min de leitura
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IA na Prática

Seu site está bom. Você suou para deixá-lo do seu jeito. Agora imagine que, num pedido infeliz, algo se bagunça e você queria voltar para "como estava ontem, quando tava perfeito". Sem uma forma de salvar pontos no tempo, você não volta. É exatamente para isso que existe o Git.

A ideia: o Git é uma máquina de fotos do seu projeto

Pense num videogame antigo. Você joga até uma parte difícil e salva o jogo. Se morrer depois, não recomeça do zero — volta para o ponto salvo. O Git faz isso com o seu projeto.

Cada vez que você salva um ponto, isso se chama commit. Um commit é uma foto do seu projeto naquele momento, acompanhada de um bilhete (uma mensagem curta) dizendo o que mudou. Tipo: "adicionei a seção de projetos". Com muitos commits, você tem uma linha do tempo inteira e pode voltar a qualquer ponto.

Importante: commit não é o mesmo que salvar o arquivo. Salvar o arquivo guarda o estado atual. O commit cria um marco permanente na história, com nome e data, ao qual você sempre pode voltar.

O jeito mais fácil: peça ao Claude

Você não precisa decorar nada. Com o Claude Code aberto na pasta do site, basta pedir:

Salve o progresso atual no Git com uma mensagem descritiva.

Ele cuida de tudo: prepara os arquivos, escreve uma boa mensagem e cria o commit. Se for a primeiríssima vez no projeto, ele também inicia o Git para você. Simples assim.

Os comandos por trás (bom conhecer, não decorar)

Quer entender o que acontece nos bastidores? São três comandos. Você só precisa do primeiro uma vez por projeto.

git init

Liga o Git no seu projeto. É o "comece a guardar a história daqui". Roda uma vez só, no começo.

git add .

Junta todas as mudanças atuais para entrarem na próxima foto. O ponto significa "tudo". É como reunir todo mundo antes de bater a foto.

git commit -m "adicionei a seção de projetos"

Tira a foto e cola o bilhete. O texto entre aspas, depois do -m, é a sua mensagem — escreva algo que descreva o que mudou.

A partir do segundo commit, você só repete os dois últimos: git add . e depois git commit -m "sua mensagem". O git init não se repete.

Por que commitar com frequência

Não espere o site ficar "pronto" para salvar. Faça um commit a cada conquista pequena: arrumou as cores, commit. Adicionou a página de contato, commit. Consertou um erro, commit.

Por quê? Porque cada commit é um ponto seguro de retorno. Se amanhã algo der errado, você volta para o último ponto bom e perde minutos de trabalho, não horas. Commits frequentes são uma rede de segurança. Quanto mais pontos salvos, menos medo de experimentar.

Uma boa mensagem de commit descreve o que mudou, não como você se sentiu. "adicionei links das redes sociais" é ótimo. "mexi em umas coisas" não ajuda nem você nem o futuro você.

Se algo der errado

  • Apareceu um aviso sobre user.name ou user.email. Na primeira vez, o Git pode pedir para você se identificar. Não trave: peça ao Claude "configure meu nome e e-mail no Git para eu conseguir commitar". Ele resolve.
  • git commit reclamou que "não há nada para commitar". Significa que nada mudou desde o último commit, ou que você esqueceu o git add . antes. Rode o git add . primeiro.
  • Medo de "fazer errado" e estragar. Relaxa: o Git foi feito para proteger seu trabalho, não para destruí-lo. Commitar nunca apaga versões antigas — só adiciona pontos novos à linha do tempo. Na dúvida, commite.

Com o Git ligado e o hábito de commitar, seu progresso está a salvo. Você pode experimentar à vontade sabendo que sempre tem para onde voltar. Isso muda completamente a sua coragem de mexer no projeto.

No próximo post, a gente dá o passo que tira seu projeto do seu computador e o leva para a internet: subir tudo para o GitHub, de graça, e ter um endereço para mostrar ao mundo.

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