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IA na Prática15 / 50
  1. 01Bem-vindo: o que você vai conseguir fazer no fim desta série
  2. 02O que é uma IA que conversa, em português claro
  3. 03O que dá e o que não dá pra fazer com IA hoje
  4. 04Claude, ChatGPT, Gemini: qual a diferença e por que vamos usar o Claude
  5. 05Os três jeitos de falar com a IA: site, app e terminal
  6. 06A mentalidade certa: você é o maestro, a IA é o instrumento
  7. 07Criando sua conta e instalando o app do Claude
  8. 08Sua primeira conversa: como pedir bem (o prompt)
  9. 09Anexando arquivos, imagens e PDFs
  10. 10Projetos no Claude: guardando contexto que não se perde
  11. 11Artifacts: quando o Claude monta um documento ou um mini-app pra você
  12. 12Memória, instruções e estilo: ensinando o Claude do seu jeito
  13. 13Planos, limites e custo: o que é grátis e quando vale pagar
  14. 14O que é o "terminal" e por que ele não dá medo
  15. 15Abrindo o terminal no Mac e no Windows (e no Linux)
  16. 16Cinco comandos de sobrevivência: pwd, ls, cd, mkdir, cat
  17. 17Como o computador organiza tudo: pastas, arquivos e caminhos
  18. 18Instalando o Node.js (e o que é isso, afinal)
  19. 19npm: a "loja de peças" gratuita do mundo dev
  20. 20Instalando o VS Code: seu editor de código (e por que precisa de um)
  21. 21O que é o Git e por que todo projeto sério usa
  22. 22Criando sua conta no GitHub (a nuvem do seu código)
  23. 23O que é o Claude Code e por que ele é diferente do app
  24. 24Instalando o Claude Code
  25. 25Primeiro login e sua primeira sessão
  26. 26Como o Claude Code "enxerga" suas pastas (e por que isso importa)
  27. 27Sua primeira tarefa real: peça pra ele criar um arquivo
  28. 28Permissões: quando ele pergunta antes de mexer
  29. 29O arquivo CLAUDE.md: ensinando o robô sobre o seu projeto
  30. 30Modo plano e revisão: deixe ele pensar antes de fazer
  31. 31Errou? Desfazendo e recomeçando sem medo
  32. 32Escolhendo um primeiro projeto pequeno e real
  33. 33Descrevendo o que você quer: o briefing
  34. 34Deixe o Claude montar o esqueleto do projeto
  35. 35Rodando o projeto na sua máquina pela primeira vez
  36. 36Mudando textos, cores e imagens só conversando
  37. 37Quando algo quebra: lendo um erro sem entrar em pânico
  38. 38Pedindo pro Claude consertar o erro (copiar, colar, descrever)
  39. 39Adicionando uma página ou funcionalidade nova
  40. 40Salvando seu progresso com Git (commits, sem decoreba)
  41. 41Subindo seu projeto pro GitHub
  42. 42Colocando seu projeto no ar de graça (deploy)
  43. 43A anatomia de um bom pedido (revisão turbinada)
  44. 44Dividir pra conquistar: por que tarefas pequenas vencem
  45. 45Revisar o que a IA fez: a responsabilidade é sua
  46. 46Segurança básica: senhas, chaves e o que NUNCA colar
  47. 47Quando a IA "alucina" e como perceber
  48. 48Aprendendo a aprender com a IA: ela é sua professora particular
  49. 49Cinco ideias de próximos projetos pra praticar
  50. 50Seu novo superpoder: pra onde ir a partir daqui (fecho)
IA na PráticaParte 15 de 50

Abrindo o terminal no Mac e no Windows (e no Linux)

4 min de leitura
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IA na Prática

No post anterior a gente desmontou o medo: o terminal é só uma caixinha de texto onde você dá ordens ao computador. Agora chega a hora de abrir essa caixinha com as próprias mãos e digitar o primeiríssimo comando. Spoiler: ele é tão inofensivo que você vai rir.

A boa notícia é que o terminal já vem instalado no seu computador — Mac, Windows ou Linux. Você não baixa nada. Só precisa saber onde achar e como abrir. Vamos por sistema.

Abrindo no Mac

No Mac, o programa se chama Terminal. Dois jeitos fáceis:

  • Pelo Spotlight (o mais rápido): aperte Command + Espaço (a tecla Command é a com o símbolo ⌘, ao lado da barra de espaço). Vai abrir uma caixinha de busca no meio da tela. Digite terminal e tecle Enter.
  • Pelo Launchpad: clique no ícone do Launchpad (o foguete) ou abra a pasta AplicativosUtilitáriosTerminal.

Vai surgir uma janela com fundo claro ou escuro e um texto com o nome do seu computador. Pronto, é ele.

Abrindo no Windows

No Windows, o ideal é o Windows Terminal (nas versões mais recentes ele já vem); se não tiver, o PowerShell serve perfeitamente para o que vamos fazer.

  • Clique no botão Iniciar (o ícone do Windows, no canto inferior).
  • Comece a digitar terminal. Se aparecer Windows Terminal, clique nele.
  • Não apareceu? Digite powershell e clique em Windows PowerShell. Funciona igual para nossos fins.

Vai abrir uma janela com texto e um cursor piscando. É isso.

Dica: pode aparecer também algo chamado "Prompt de Comando" (cmd). Para esta série, prefira o Windows Terminal ou o PowerShell — eles são mais modernos e vão se dar melhor com as ferramentas que usaremos depois.

Abrindo no Linux

No Linux, procure por Terminal no menu de aplicativos (o nome exato varia conforme a sua distribuição). Em muitos ambientes, o atalho Ctrl + Alt + T já abre direto.

O que é essa tela: conhecendo o "prompt"

Abriu? Você vai ver um texto seguido de um cursor piscando, esperando você digitar. Esse pedacinho fixo antes do cursor — que costuma mostrar seu nome de usuário, o nome do computador ou uma pastinha, terminando em um símbolo como $, % ou > — chama-se prompt.

Pense no prompt como o computador dizendo: "estou te ouvindo, pode mandar a ordem". Você não apaga nem digita por cima dele; você simplesmente escreve depois dele e aperta Enter.

Não se assuste com as letras e símbolos que já estão lá. É só identificação. O que importa é o espaço logo após o cursor.

Seu primeiro comando: echo

Hora da estreia. Vamos usar um comando chamado echo. Ele faz uma coisa só: repete de volta o texto que você der pra ele. Nada mais. Não mexe em arquivo, não apaga nada, não muda configuração. É o "alô, som" do terminal.

Clique dentro da janela do terminal, digite isto exatamente e aperte Enter:

echo Olá

O que vai acontecer: na linha de baixo, o terminal escreve Olá. Depois aparece um novo prompt, esperando o próximo comando.

É isso. Sério. Você acabou de dar uma ordem ao computador por texto e ele obedeceu. A sensação de "ué, é só isso?" é exatamente o objetivo. O terminal não é um bicho de sete cabeças — é essa conversa simples, comando por comando.

Quer brincar mais? Troque o texto:

echo Estou aprendendo o terminal

Ele repete a frase inteira. echo significa "eco" em inglês — e é literalmente isso que ele faz: devolve o que você falou.

Se algo der errado

  • command not found ou "comando não reconhecido". Quase sempre é um errinho de digitação. Confira: é echo, tudo junto, minúsculo, e um espaço antes do texto. Digite de novo com calma. O terminal não guarda rancor.
  • Digitei e não aconteceu nada. Você lembrou de apertar Enter no fim? É o Enter que "envia" o comando. Sem ele, o texto fica só parado na linha.
  • Apareceu um aviso sobre acentos ou o "á" saiu estranho. Sem problema — não quebrou nada. Se quiser evitar, teste com uma palavra sem acento, como echo Ola. O recado (terminal funciona) continua valendo.
  • Fechei sem querer. Relaxa: nada foi perdido. É só abrir de novo pelos passos do seu sistema lá em cima.

No próximo post...

Você abriu o terminal e deu seu primeiro comando — o gelo quebrou. No próximo post a gente vai aprender a se locomover ali dentro: ver onde você está, listar o que tem na pasta e andar entre pastas, tudo com pouquíssimos comandos. Aos poucos, essa caixinha de texto vira território conhecido.

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