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IA na Prática34 / 50
  1. 01Bem-vindo: o que você vai conseguir fazer no fim desta série
  2. 02O que é uma IA que conversa, em português claro
  3. 03O que dá e o que não dá pra fazer com IA hoje
  4. 04Claude, ChatGPT, Gemini: qual a diferença e por que vamos usar o Claude
  5. 05Os três jeitos de falar com a IA: site, app e terminal
  6. 06A mentalidade certa: você é o maestro, a IA é o instrumento
  7. 07Criando sua conta e instalando o app do Claude
  8. 08Sua primeira conversa: como pedir bem (o prompt)
  9. 09Anexando arquivos, imagens e PDFs
  10. 10Projetos no Claude: guardando contexto que não se perde
  11. 11Artifacts: quando o Claude monta um documento ou um mini-app pra você
  12. 12Memória, instruções e estilo: ensinando o Claude do seu jeito
  13. 13Planos, limites e custo: o que é grátis e quando vale pagar
  14. 14O que é o "terminal" e por que ele não dá medo
  15. 15Abrindo o terminal no Mac e no Windows (e no Linux)
  16. 16Cinco comandos de sobrevivência: pwd, ls, cd, mkdir, cat
  17. 17Como o computador organiza tudo: pastas, arquivos e caminhos
  18. 18Instalando o Node.js (e o que é isso, afinal)
  19. 19npm: a "loja de peças" gratuita do mundo dev
  20. 20Instalando o VS Code: seu editor de código (e por que precisa de um)
  21. 21O que é o Git e por que todo projeto sério usa
  22. 22Criando sua conta no GitHub (a nuvem do seu código)
  23. 23O que é o Claude Code e por que ele é diferente do app
  24. 24Instalando o Claude Code
  25. 25Primeiro login e sua primeira sessão
  26. 26Como o Claude Code "enxerga" suas pastas (e por que isso importa)
  27. 27Sua primeira tarefa real: peça pra ele criar um arquivo
  28. 28Permissões: quando ele pergunta antes de mexer
  29. 29O arquivo CLAUDE.md: ensinando o robô sobre o seu projeto
  30. 30Modo plano e revisão: deixe ele pensar antes de fazer
  31. 31Errou? Desfazendo e recomeçando sem medo
  32. 32Escolhendo um primeiro projeto pequeno e real
  33. 33Descrevendo o que você quer: o briefing
  34. 34Deixe o Claude montar o esqueleto do projeto
  35. 35Rodando o projeto na sua máquina pela primeira vez
  36. 36Mudando textos, cores e imagens só conversando
  37. 37Quando algo quebra: lendo um erro sem entrar em pânico
  38. 38Pedindo pro Claude consertar o erro (copiar, colar, descrever)
  39. 39Adicionando uma página ou funcionalidade nova
  40. 40Salvando seu progresso com Git (commits, sem decoreba)
  41. 41Subindo seu projeto pro GitHub
  42. 42Colocando seu projeto no ar de graça (deploy)
  43. 43A anatomia de um bom pedido (revisão turbinada)
  44. 44Dividir pra conquistar: por que tarefas pequenas vencem
  45. 45Revisar o que a IA fez: a responsabilidade é sua
  46. 46Segurança básica: senhas, chaves e o que NUNCA colar
  47. 47Quando a IA "alucina" e como perceber
  48. 48Aprendendo a aprender com a IA: ela é sua professora particular
  49. 49Cinco ideias de próximos projetos pra praticar
  50. 50Seu novo superpoder: pra onde ir a partir daqui (fecho)
IA na PráticaParte 34 de 50

Deixe o Claude montar o esqueleto do projeto

4 min de leitura
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IA na Prática

Você escreveu o briefing e colou no Claude Code. Ele entendeu seu pedido, te explicou o que vai fazer e você aprovou. Agora vem o momento que talvez você duvidasse que fosse viver: o Claude vai construir o esqueleto do seu site. E você vai dirigir tudo sem escrever uma linha de código.

Este post é sobre esse instante — o que acontece, o que esperar e o seu papel nele.

A ideia: você é o diretor, não o pedreiro

Pensa num filme. O diretor não opera a câmera, não monta o cenário, não costura o figurino. Ele dirige: diz o que quer, aprova ou pede pra refazer. A equipe executa. O filme é dele, mesmo sem ele ter encostado na câmera.

No seu projeto, você é o diretor. O Claude é a equipe. Você não precisa saber martelar pregos (escrever código) — precisa saber dizer o que quer e aprovar o resultado. Guarde isso: você dirige, ele constrói.

Dando a partida

Com o briefing já enviado, peça pro Claude criar a estrutura inicial. Algo assim, com suas palavras:

Pode criar a estrutura inicial do site com base no que eu descrevi.

A partir daí, o Claude vai criar arquivos dentro da pasta do seu projeto. Ele faz isso na sua frente, mostrando o que está montando. Para um site pessoal simples, você vai ver nascer tipicamente um ou dois arquivos. Não se assuste com os nomes — vou traduzir cada um.

O que cada arquivo é (sem precisar entender código)

  • index.html — é o conteúdo e a estrutura da sua página. Pense nele como o esqueleto: onde fica seu nome, onde fica o texto "sobre", onde ficam os links. A palavra "index" significa "página principal" — é a primeira que abre. Quase todo site começa por um arquivo assim.
  • style.css (pode ter outro nome parecido) — é a aparência: cores, tamanhos de letra, espaçamentos, o visual geral. Se o index.html é o esqueleto, esse é a roupa e a maquiagem. Nem todo projeto separa assim, mas é comum.

E só. Para um site de uma página, esses dois arquivos já dão conta. Você não precisa abrir nem entender o que está escrito dentro deles. Saber o que cada um faz já basta pra você dirigir.

Aprovar as ações

Conforme o Claude trabalha, ele pode pedir sua autorização antes de criar ou alterar um arquivo. É de propósito: ele não mexe nas coisas sem o seu "ok". Quando aparecer um pedido de permissão, leia a frase curta que ele mostra (geralmente algo como "criar o arquivo index.html") e, se fizer sentido, aprove.

Como você responde depende do que aparecer na tela, mas em geral é escolher a opção de permitir / sim e apertar Enter. Se em algum momento aparecer uma lista de opções com números, é só digitar o número da opção desejada e dar Enter. No Mac e no Windows funciona igual aqui dentro do terminal.

Não tenha pressa de aprovar tudo no automático. Ler o que ele vai fazer antes de dizer sim é um bom hábito — e te mantém no controle.

Você não escreveu código. E está tudo certo.

Pare um segundo pra notar o que aconteceu: você descreveu um site em português, aprovou alguns passos, e arquivos de verdade apareceram na sua pasta. Isso é construir com o Claude. A parte técnica ficou com ele. A direção ficou com você.

Se bater aquela sensação de "mas eu não fiz nada", é o contrário: você fez a parte mais difícil, que é decidir o que deve existir. Código se gera. Clareza sobre o que você quer, não.

Se algo der errado

  • "Ele criou arquivos com nomes que eu não reconheço." Tranquilo. Pergunte: "me explica, em palavras simples, pra que serve cada arquivo que você criou". Ele responde sem jargão. Você não precisa decorar nada.
  • "Aprovei algo errado por engano." Lembra do Módulo 3? É só pedir: "desfaça a última coisa que você fez". Erro aqui custa segundos.
  • "Ele fez diferente do meu briefing." Aponte a diferença com naturalidade: "eu tinha pedido a seção de links antes do contato — pode ajustar?". Ajustar é parte normal do processo, não sinal de fracasso.

O esqueleto do seu site está montado, em arquivos reais, na sua máquina. Mas ainda está "apagado" — você não viu nada na tela ainda. No próximo post, a gente liga o projeto e vê seu site abrir no navegador pela primeira vez.

Curtiu como a gente pensa?

É assim que trabalhamos todo dia.

Se esse jeito de pensar é o seu, vem construir com a gente — dá uma olhada nas vagas abertas.

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